|| Amor Cego, Amor Que Vê
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Amor Cego, Amor Que Vê

Amor Cego, Amor Que Vê

Amor Cego, Amor Que Vê. Essas denominações são próprias de Bert Hellinger; fazendo leituras de suas obras nos deparamos com essa nomenclatura.

Voltando aos nomes de Bert Hellinger, Amor Cego é o que temos, por causa de uma das Leis que regem o Amor, também segundo o autor alemão, não que ele as tenha inventado, mas que as observou nos relacionamentos humanos, estudou, comparou, descobriu.

Já vi autores e estudiosos compararem o Amor Cego verificado e nomeado por Hellinger com as Crenças Limitantes e o Amor Que Vê, com as Crenças Fortalecedoras, também conhecidas de muitos de nós.

Muitas vezes não temos consciência do que fazemos, mas queremos ser fiéis à nossa família de origem, e aqui pensemos família como um grupo amplo, que vai muito aquém de nossos pais e avós.

Nossa família teve histórias de câncer, diabetes, mortes súbitas e prematuras? Lá vamos nós copiarmos nossos ancestrais, para sermos fiéis a eles, para afirmarmos com nossas próprias vidas que os amamos que os seguimos, que pertencemos à família (não veem? Somos iguais a eles)!

Há histórias de falências, de dívidas, de não prosperidade? Copiamos! Pertencemos à família, àquele clã, vamos fazer igual!

Por outro lado, nossa família de origem deu-se bem, viveu prospera e saudavelmente, cuidou da saúde física, mental, financeira, foi livre de quedas bruscas de toda ordem? Somos fiéis aos familiares, e lá vamos nós prosperar, ter saúde de toda ordem.

Por outro lado, o que faz o Amor Que Vê? – e aqui está a solução, veja, a grande sacada, o que há de melhor:

Pertenço, sim, a essa família; posso copiar, herdar tudo o que de bom fizeram e viveram, ser grato a eles pela vida, mas posso fazer diferente, ter sucesso, saúde no que eles não se saíram tão bem!

Cada geração pode fazer um pouco ou muito melhor do que fizeram as gerações antecessoras. Quem consegue isso não se viu emaranhado, não julgou os antecessores, mas honrou-os e honra-os com a vida. É como se decidissem: Eu os amo, sou grato pela vida que me deram e me passaram e, se eu fizer um pouco diferente de vocês, faço-o em sua homenagem. Honro-os, respeito-os e peço-lhes que me abençoem na prosperidade, no sucesso, na saúde, na vida. Um dia os seguirei na morte, não agora, que tenho vida e tenho muito a fazer ainda por aqui.

E assim não preciso morrer, segui-los nos insucessos e doenças e dou-me autorização de viver bem, saudavelmente e prosperar em todas as áreas.

E você, querido leitor, pode pensar “eu não pensei nada disso e me dei bem” ou “me dei muito mal como eles”. Inconscientemente não pensou, não viveu segundo esses critérios? Será mesmo? – talvez perguntasse Hellinger, que estudou e estuda até hoje, enquanto escrevo, o comportamento humano e os relacionamentos.

Família Vínculos Relacionamentos

Tem horas em que é bem difícil concordar com Hellinger, e ele não está nem aí conosco e nossas discordâncias. Talvez ele esteja apenas vivendo sua missão, contribuindo com suas descobertas, deixando seu legado à humanidade.

O cara observa, pesquisa, estuda, constela, e quando sabe, fala, e as pessoas mudam, se curam, mudam seus comportamentos para melhor. Quando ele não sabe, fala que não sabe e segue em paz com isso.

Às vezes, quando pensam que nada acrescentou, o constelado sai-se melhor dali por diante ou muito tempo depois, e então eu vou desprezar a contribuição dele, o que ele diz, como diz, no momento que diz e para aquele caso específico?

O homem tem seguidores no mundo inteiro, estudiosos de seu trabalho, profissionais da área da saúde, da área jurídica e judiciária, de tantos outros segmentos e leigos bebendo nessa fonte, e eu aqui não vou observar com ele, não vou prestar atenção ao que ele diz?

Não seria preconceito meu nem querer ouvir, ler o que ele tem a dizer?

Dr. Hellinger é polêmico, controverso, mas tem ajudado gente pra caramba, e eu não vou estudar com ele, vou refutar, jogar no lixo tudo o que vier dele?

Ah, não vou desconsiderar, não! A cada dia presto-lhe mais atenção, tendo o cuidado de saber que o que ele diz é para cada caso especificamente e mais tarde pode ser que ele diga outra coisa sobre o mesmo fato, porque o campo foi alterado; o cliente trouxe-lhe novos dados, fez outras perguntas, outros questionamentos sobre sua vida e sobre o que o incomoda.

Às vezes ele não dá resposta nenhuma; em outras, dá meias respostas, para a pessoa ficar trabalhando aquilo e aguentar o peso e amadurecer e chegar ao ponto que precisa chegar, sem que ele, Hellinger, o apresse, pois talvez não esteja preparado para tudo, e, caso esteja, o fato de obter tudo pronto talvez mais estrague do que contribua, assim talvez pense Hellinger.

Bert Hellinger é humilde, não é presunçoso, é sábio. Tenho muito a aprender com ele, reitero.

Meu leitor pode me perguntar se constelo. Não, é a resposta. Hoje não faço isto, talvez um dia o faça.

Atualmente uso os conhecimentos que obtenho e enriqueço o meu trabalho como Coach, Terapeuta, Mentora, e assim Bert Hellinger traz nova luz sobre o meu trabalho.

Leio-o, porque busco minhas respostas. Ele me instiga a buscar mais, a saber sempre mais sobre o ser humano e seus maravilhosos relacionamentos.

Maravilhosos, porque, o que constato nesse autor é que ele tem muito amor pelos seres humanos que somos e pelos nossos relacionamentos. Ele não tem intenção sempre de curar, de esclarecer, não está preocupado com o que pensamos sobre ele e seu trabalho; é honesto, é bom. Eu vou pegando o que posso, estudo e sigo, porque a contribuição dele vale ouro, e hoje muita gente sabe disso.

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