|| Um tipo de mulher…
Blog

Um tipo de mulher…

Um tipo de mulher…

Homens e Mulheres apareçam; queiram tratar-se.

Há pelo menos um tipo de mulher

Que não cede e não se doa a um homem,

Se não tiver admiração por ele e esperança…

Neusa Storti

A mulher é essencialmente educadora, formadora.

Na relação espera-se pelo menos dela a paciência. A ela se atribui a educação dos filhos e a ela cabe a reeducação do marido. Se a um só no casal couber a missão de educar, cuidar do relacionamento, quase sempre esse papel recai sobre a mulher.

Entretanto num relacionamento de casal mais amadurecido emocionalmente e, portanto, mais funcional, a educação, o cuidado tem que ser recíproco, e na educação e formação dos filhos, a responsabilidade tem que ser dos dois.

A mulher tem paciência e esperança e dela se espera que tudo recomece novamente e novamente.

Para haver perdão tem que haver
arrependimento e intenção de corrigir-se de verdade

No entanto, se ela intuir logo cedo que, se ela somente fizer tudo pelo seu homem, ela vai perdê-lo, ela será sábia, e entenderá que faltará equilíbrio na relação. Não somente ela irá perdê-lo, como ele também vai se perder, vai abandoná-la: ambos vão se perder.

Homem às vezes diz e entende que gosta da mulher devota, que faz tudo, que é a salvadora, mas no fundo homem não valoriza mulher que faz tudo e que ama demais.

E não valoriza porque não custa nada, vem tudo de graça, ele não precisa mover uma palha; pode agir como quiser, chegar a hora que quiser, que tem o perdão dela, porque tudo é para ele, e o mundo gira em torno dele.

Uma relação assim, em que tudo é para o homem, o bem-estar dele, a alegria dele, é uma relação adoecida e disfuncional. Se tudo fosse para a mulher, igualmente o relacionamento seria desequilibrado, porque não há equilíbrio na relação em que tudo ou mais da metade é para um só.

Se na relação tudo é para o homem, e a mulher se permite anular-se, apanhar, calar, engolir no seco, ambos no casal estão adoecidos, e, se houver filhos, todos estão adoecidos e tem-se aí uma família disfuncional.

A mulher vai cada vez mais ceder, e o homem, cada vez mais vai apossar-se, tomar conta, até que tudo se esgote e a relação seque, diminua, desapareça, num imenso vazio.

No apossar-se há violência, grito, poder, desordem mental.

No aniquilar-se há passividade, choro, anulação, indiferença, encolhimento, constrangimento, vergonha, baixa autoestima.

É possível reverter um quadro, uma relação assim?

Difícil, porque terá de se resgatar o equilíbrio, o respeito, a admiração mútuos.

Na relação doentia e disfuncional em que de dia o homem agride e se impõe pela força e violência e à noite se acha no direito de querer fluidez, abraço, envolvimento, entrega, é quase impossível que o relacionamento logre êxito, pois, se houver alguma sanidade ainda na mulher, como pode ela transmutar-se, do dia para a noite, num ser acolhedor, generoso, num momento que deveria ser pleno de entrega? E como poderá haver momento pleno de entrega?

Maltrato e violência doméstica

A entrega dá-se antes na cabeça e depois no corpo.

Enquanto houver um pouco de esperança e admiração, talvez o milagre ainda aconteça em sua (da mulher) cabeça e depois , no corpo, no ato sexual.

Se a mulher perde totalmente a esperança de que seu homem mude e se recupere, ela o abandona, e, se não consegue abandonar, sair da relação, isto é sinal de o quanto está adoecida, pois não se importa mais com dignidade ou está indiferente a este valor.

Em último caso, se ainda lhe resta um pouco de sanidade, e ela se entrega fisicamente, ela se levanta logo; seu espírito não está ali, e ela não quer ficar ali.

Se ela perde totalmente a admiração por ele, se o (ainda) seu homem, no seu entender, não é digno do seu amor segundo os seus valores, ela não terá mais força nem motivo de estar na relação de corpo e alma. É preciso que ambos conheçam e respeitem os próprios valores e conheçam e respeitem os valores que regem a vida do outro!

Então se veem casais de longos relacionamentos se afastarem. A mulher fez de um tudo, para falar ou demonstrar o que era preciso acontecer; fizeram cursos, leram livros, consultaram-se com especialistas.

Está claro que se a busca foi só e unicamente da mulher, e o homem fez somente um número ao lado dela, foi só de corpo e não se comprometeu nas buscas, não se alinhou, não aceitou transformar-se, a transformação não aconteceu e não vai nunca acontecer, os dois perderam-se, não há ali e talvez nunca tenha havido um casal.

Ele pode até sentir que conseguiu safar-se, desvencilhar-se, ou sentir que cumpriu as exigências dela, mas, como nada mudou interiormente, vai novamente gritar, impor suas vontades, desconsiderando os valores e necessidades dela; é claro que tudo vai continuar igual, se optarem por prolongar o relacionamento.

A mulher, que tudo fez para salvar, nada salvou; no íntimo ela sabe, o homem escapou ileso de qualquer mudança interior.

Na separação, de todas as formas haverá dor em ambos, porque afinal houve vínculo. Haverá queixas recíprocas porque ainda há vínculo, mas, se não houve chances de mudanças, o relacionamento acabou.

Acabou e perderam as oportunidades de crescerem como casal. Se não entenderam nada, mesmo que constituam novos relacionamentos, vão cometer os mesmo erros, com os mesmos finais trágicos e tristes, a menos que reflitam sobre o que aprenderam e o que valeu a pena naquilo que acabou.

Quanto ao homem, esperto e durão, que não pretende transformar-se, se continuar crescendo nos gritos e na violência doméstica, porque a tendência é que “progrida”, se não tratar-se, um dia pode ser que seja obrigado pela lei a frequentar salas de palestra e recuperação, para aprender a não gritar, espancar e controlar suas emoções. E terá que manter-se longe, afastado, isolado do ser que pensa que amou de verdade. No mínimo isso!

Quanto à mulher que se entrega plenamente e faz mais do que recebe pelo seu homem, a continuar assim, vai sempre achar-se desvalorizada, desconsiderada. Se ela resgatar a educadora que há em si, talvez aprenda que educar é também impor limites, exigir direitos, inclusive o de sentir-se amada, valorizada e nunca dar mais do que recebe, para manter o equilíbrio na relação. Equilíbrio é uma das 3 Leis do Amor, preconizadas por Bert Hellinger, do qual já falamos e muito ainda vamos falar por aqui, enquanto Equilíbrio e Gestão das Emoções for tema relevante para os leitores deste meu blog.

Neusa Storti atende online e presencialmente em Belo Horizonte.

Para falar com ela, ligue para 31 99918-4416.

Homens e mulheres apareçam; queiram tratar-se, ante que tudo piore.

Algumas pessoas me perguntam:

_ Você atende casais? R.: Sim.

_ Adianta, se só um buscar Terapia? R.: Adianta para esse um, que normalmente é o ponto fraco, é “onde a corda arrebenta mais fácil”, para que ele ganhe forças e saiba melhor como deve agir.

_ Meu marido me bate, e eu saí de casa. Ele prometeu mudar. Devo voltar? R.: Ele fez algum tratamento? Porque, sem ajuda profissional, dificilmente ele vai conseguir fazer o que promete, e vai começar tudo novamente.

_ Você atende homens que erraram muito e querem mudar? R.: Acredito em mudanças profundas, mas a pessoa no caso tem que querer muito, ter força de vontade. Atendo.

_ Dá pra deixar a violência e recuperar-se? R.: Dá, mas é como disse, é preciso querer muito mudar. Querer mudar a maneira de pensar. Conseguindo isso, a mudança de comportamento e de atitudes acontece mais rápido. Eu ajudo pessoas que aceitam mudar a maneira de pensar.

_ Você atende os dois juntos? R.: Não no começo. Só quando já houve muito progresso individual dos dois é que faço algumas sessões para os dois juntos. Porque eles têm problemas diferentes, pendências pessoais que têm que resolver primeiro, antes de fazerem sessões os dois juntos.

Se a sua pergunta não está aqui e você quer saber mais, entre em contato pelo telefone acima. Ligue para saber mais e agendar suas sessões.

Reflita mais sobre este tema, conhecendo a minha playlist que fala sobre o assunto. Casais, cresçam juntos, queiram ver juntos, para que o amor de vocês floresça. Tenham tempo de qualidade juntos!

Newsletter


Cadastre-se em nossa newsletter e fique por dentro das novidades